
Parte do lixão de Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, voltou a desmoronar na noite de terça-feira (11). Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad), cerca de 3 mil toneladas de resíduos deslizaram, cinco meses após o primeiro acidente, que havia contaminado o córrego Santa Bárbara.
De acordo com a Semad, o novo deslizamento ocorreu na mesma pilha que já havia cedido em junho, mas não envolveu o material retirado do córrego durante o processo de limpeza dos últimos meses. A pasta avalia que as chuvas recentes podem ter provocado instabilidade no maciço. O aterro segue interditado e não recebe novos resíduos desde o primeiro acidente.
Em nota, a empresa Ouro Verde, responsável pela operação, afirmou que o episódio ficou restrito à área interna do imóvel e não provocou impacto ambiental. A companhia disse ainda que não há risco estrutural para a região e que equipes técnicas realizam avaliações preventivas.
Ao contrário do desmoronamento registrado em junho — quando cerca de 42 mil toneladas de lixo caíram no curso d’água — desta vez não houve contaminação do córrego Santa Bárbara. A informação foi confirmada por fiscais da Semad durante vistoria nesta quarta-feira (13).
O gerente de emergências ambientais da secretaria, major Sayro Reis, afirmou à TV Anhanguera que o processo de aterramento dos resíduos, realizado para reduzir a produção de chorume e vetores, pode ter influenciado a nova movimentação do terreno. A hipótese será analisada pelos técnicos da pasta.
O primeiro acidente resultou em uma multa de R$ 37,5 milhões aplicada pela Semad à Ouro Verde, devido ao impacto ambiental em área de preservação permanente. De acordo com o Ministério Público de Goiás, o aterro não apresentava estudos ambientais suficientes para operar com segurança. A empresa afirma que reforçou o monitoramento e os sistemas de drenagem desde então.
A Semad ainda não informou se a penalidade aplicada em junho foi paga.