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Operação prende suspeitos de clonar sites de pousadas de Pirenópolis

Grupo é investigado por golpes digitais e lavagem de R$ 13 milhões

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
16/12/2025 às 17h26
Operação prende suspeitos de clonar sites de pousadas de Pirenópolis
Foto: Reprodução

Cinco pessoas foram presas nesta terça-feira (16) suspeitas de integrar um esquema de clonagem de sites e perfis de redes sociais de pousadas em Pirenópolis, na região central de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o grupo movimentou cerca de R$ 13 milhões com fraudes e lavagem de dinheiro nos últimos dois anos.

A operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Goiânia, Belém (PA) e Taboão da Serra (SP). As investigações são conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da Polícia Civil de Goiás. Os nomes dos investigados não foram divulgados, e as defesas não foram localizadas.

Como funcionava o golpe

De acordo com a polícia, os suspeitos clonavam anúncios, sites e perfis de pousadas reais, principalmente no Instagram, e se passavam por proprietários ou gerentes das hospedagens. Com preços atrativos, atraíam vítimas de várias regiões do país, que realizavam pagamentos antecipados de diárias via PIX.

Após o recebimento, os valores eram rapidamente transferidos para contas de terceiros e, em seguida, passavam por processos de lavagem de dinheiro. A estimativa é de que o grupo chegasse a movimentar cerca de R$ 20 mil por dia com o esquema.

As investigações apontam que parte do dinheiro obtido com os golpes circulava por casas de câmbio no Paraguai. A Polícia Civil também identificou a participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) entre os suspeitos envolvidos na organização criminosa.

Histórico de fraudes

Em março deste ano, a Polícia Civil do DF já havia deflagrado uma operação semelhante contra suspeitos de aplicar mais de 60 golpes com falsas pousadas em Pirenópolis. Na ocasião, sete pessoas foram presas em Goiânia. Até o momento, a polícia não confirmou se há ligação direta entre os dois grupos investigados.

Naquele caso, os criminosos também utilizavam contratos falsos com logomarcas das pousadas para dar aparência de legalidade às negociações feitas por WhatsApp antes do pagamento.

A Polícia Civil afirma que o esquema operava de forma estruturada, com divisão de tarefas, uso de múltiplas contas bancárias e dezenas de perfis falsos nas redes sociais. As investigações seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos valores desviados.

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