
O bitcoin ultrapassou a marca de US$ 93 mil nesta segunda-feira (5), impulsionado pelo aumento da incerteza nos mercados globais após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. Investidores voltaram a buscar ativos alternativos diante do cenário geopolítico instável.
Por volta das 10h15 (horário de Brasília), a principal criptomoeda do mundo subia cerca de 2% em 24 horas, negociada a US$ 92.938. No início da tarde, a valorização chegou a 2,8%, com a cotação alcançando US$ 93.898, maior patamar em quase um mês.
O movimento ocorre em um contexto de cautela nos mercados internacionais. Analistas avaliam que o fator central não é apenas a deposição de Nicolás Maduro, mas a indefinição política sobre o futuro da Venezuela e os possíveis impactos da crise sobre o mercado global de energia, especialmente o petróleo.
Além do bitcoin, outras criptomoedas também registraram alta. O ether, segundo maior ativo digital do mercado, avançava cerca de 1,1%, cotado próximo de US$ 3,1 mil. O valor total de mercado das criptomoedas gira em torno de US$ 3,25 trilhões.
Especialistas apontam que, em períodos de tensão internacional, investidores tendem a diversificar o portfólio, buscando proteção em ativos considerados alternativos, como criptomoedas, ouro e prata, em detrimento das moedas tradicionais.
Embora sejam classificados como investimentos de maior risco, os criptoativos voltam a ganhar espaço em momentos de instabilidade global. A expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos e o agravamento das tensões geopolíticas reforçam o apetite por esses ativos, mesmo em um ambiente marcado por forte volatilidade.