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Atraso salarial provoca paralisação de motoristas e afeta transporte coletivo em Goiânia

Bloqueio no Terminal Padre Pelágio começou na madrugada desta segunda (12); Justiça intimou empresa e Ministério Público do Trabalho acompanha o caso

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
12/01/2026 às 15h03
Atraso salarial provoca paralisação de motoristas e afeta transporte coletivo em Goiânia
Foto: Reprodução

Motoristas do transporte coletivo vinculados à Rápido Araguaia iniciaram, por volta das 2h desta segunda-feira (12), uma paralisação com bloqueio das garagens no Terminal Padre Pelágio, em Goiânia. O protesto ocorre em razão do atraso no pagamento dos salários de dezembro de 2025 e impede a saída dos ônibus, comprometendo o funcionamento do transporte coletivo na Região Metropolitana. A mobilização é acompanhada por equipes da Polícia Militar.

A categoria afirma que o prazo legal para quitação dos salários venceu em 7 de janeiro e que, além do salário mensal, também houve atraso no pagamento do 13º salário. A paralisação foi confirmada pelo Sindittransporte, que representa os trabalhadores do setor.

O sindicato ingressou com uma ação trabalhista coletiva na 8ª Vara do Trabalho de Goiânia, pedindo que a empresa seja obrigada a quitar imediatamente os salários atrasados. Na última sexta-feira (9), o juiz Platon Teixeira de Azevedo Neto negou, de forma provisória, o pedido de pagamento imediato, ao considerar o impacto financeiro da medida e a alegação da empresa de falta de recursos em caixa.

Apesar da decisão inicial, a Justiça determinou que a Rápido Araguaia seja intimada com urgência para se manifestar em até 48 horas. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério do Trabalho e Emprego, devido à relevância social do serviço afetado. Após a manifestação da empresa, o processo deve retornar para nova análise judicial.

Segundo os motoristas, a mobilização começou após sucessivos atrasos. 

O que diz a empresa

Comunicado / Foto: Reprodução Arquivo Pessoal/Rodrigo

Em comunicado interno, a Rápido Araguaia atribuiu o atraso salarial à falta de repasses das chamadas tarifas técnicas por parte das prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade e Goianira. De acordo com a empresa, o fluxo de caixa foi comprometido, e os recursos recebidos parcialmente foram direcionados ao pagamento do 13º salário e de um crédito natalino.

A empresa informou ainda que priorizou o pagamento integral do vale-alimentação, já creditado aos trabalhadores, mas que não conseguiu quitar o salário mensal. “Estamos cobrando urgência das prefeituras e faremos o repasse assim que os recursos entrarem em caixa”, diz o comunicado.

O sindicato orienta a população a buscar rotas alternativas enquanto a paralisação continua e aguarda avanços nas negociações ou nova decisão da Justiça. A reportagem entrou em contato com a Rápido Araguaia, que informou estar apurando a situação para emitir um posicionamento oficial.

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