
O bilionário Bill Gates afirmou que se arrepende profundamente de ter mantido contato com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Em entrevista a uma emissora australiana, Gates disse que foi “tolo” ao se aproximar de Epstein e declarou que se arrepende de “cada minuto” que passou com ele.
Segundo Gates, o relacionamento começou em 2011 e se limitou a encontros formais, como jantares. Ele afirmou que aceitou se reunir com Epstein porque acreditava que o financista poderia ajudar a levantar recursos para projetos de saúde global. “Achei que poderia resultar em algo positivo, mas foi um beco sem saída”, disse.
O nome de Gates voltou ao centro das atenções após a divulgação de novos documentos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O fundador da Microsoft negou qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que nunca visitou a ilha particular de Epstein nem teve contato com mulheres ligadas às acusações.
Gates também contestou a autenticidade de mensagens atribuídas ao financista que mencionariam seu nome. Segundo ele, um e-mail citado nos documentos nunca foi enviado e teria conteúdo falso. “Epstein escreveu mensagens para si mesmo. Isso não partiu de mim”, afirmou.
Os novos documentos do caso Epstein mencionam diversas personalidades públicas, entre elas Donald Trump, Elon Musk e o Prince Andrew. Os arquivos reúnem milhões de páginas, vídeos e imagens coletados durante investigações federais ao longo de anos.
No caso de Gates, os registros incluem rascunhos de mensagens armazenadas na conta de Epstein, com menções a conflitos conjugais e alegações que a defesa do empresário classifica como “absurdas e completamente falsas”.
Após a divulgação, Melinda Gates, ex-esposa do fundador da Microsoft, afirmou que o ex-marido precisa responder às citações envolvendo seu nome. Ela disse que o assunto remete a um período “doloroso” do casamento.
Gates afirmou que não se incomoda com o escrutínio público e disse que figuras influentes devem ser cobradas com rigor. “Esses documentos vão ser analisados com atenção, como deve ser”, declarou.
Jeffrey Epstein morreu em 2019, em uma prisão de Nova York. A morte foi considerada suicídio, mas o caso segue cercado de controvérsias e novas revelações continuam vindo à tona.