
O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (5), suspeito de envolvimento em um esquema de fraudes na área da educação. A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Goiás e faz parte da quarta fase da Operação Regra Três.
Além do vereador, outros dois servidores da Câmara Municipal de Rio Verde também foram presos preventivamente. Os nomes dos funcionários não foram divulgados e, por isso, não foi possível obter posicionamento das defesas até a última atualização.
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Rio Verde, no sudoeste de Goiás.
Segundo o MPGO, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa que teria fraudado procedimentos administrativos para viabilizar a realização de um concurso público na Câmara Municipal de Rio Verde. A suspeita é de que o esquema buscava obter vantagem indevida a partir da arrecadação das taxas de inscrição pagas pelos candidatos.
De acordo com as apurações, documentos teriam sido preparados e utilizados para simular a legalidade da contratação de uma instituição de ensino, por meio de processo de inexigibilidade de licitação. Há indícios de que advogados contratados pelo Legislativo municipal também atuariam, em possível conflito de interesses, na defesa da empresa beneficiada.
O MPGO informou ainda que a organização criminosa pode ter ramificações em outros municípios, como Santa Helena de Goiás e Iporá.
Entre os alvos da Operação Regra Três está o delegado Dannilo Proto, que já se encontra preso desde a primeira fase da investigação. Ele é suspeito de fraudar contratações públicas e desviar recursos destinados a escolas estaduais em Rio Verde.
Segundo o Ministério Público, o esquema investigado teria causado prejuízo superior a R$ 2,2 milhões aos cofres públicos desde 2020. A apuração aponta que a organização criminosa seria liderada pelo delegado e atuaria principalmente no direcionamento ilegal de recursos para obras e reformas em unidades escolares.
Em nota, a defesa de Dannilo Proto afirmou que a denúncia apresenta “excesso narrativo fático-acusatório” e disse que irá demonstrar, no momento oportuno, a ausência de provas que sustentem as acusações.
As investigações seguem em andamento.