
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta quinta-feira (5).
O índice se manteve estável em relação ao trimestre anterior, também de 5,4%, e caiu 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 6,5%.
Segundo a pesquisa PNAD Contínua, este é o menor nível da série histórica para trimestres encerrados em janeiro, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido.
De acordo com o levantamento, o país tinha 5,9 milhões de pessoas desempregadas no período analisado, número estável no trimestre, mas 17,1% menor que um ano antes, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas a menos sem trabalho.
Já o total de brasileiros ocupados chegou a 102,7 milhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas com alta de 1,7% em um ano, o que representa 1,7 milhão de trabalhadores a mais.
O nível de ocupação — proporção da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,7%.
Entre os vínculos de trabalho, a pesquisa aponta:
39,4 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado
13,4 milhões sem carteira assinada
26,2 milhões de trabalhadores por conta própria
5,5 milhões de trabalhadores domésticos
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores.
Já a massa total de salários pagos no país atingiu R$ 370,3 bilhões, crescimento de 2,9% no trimestre e 7,3% na comparação anual.
Economistas avaliam que os dados indicam resiliência do mercado de trabalho brasileiro, com desemprego em níveis historicamente baixos e aumento da renda.
Por outro lado, o cenário exige cautela da política monetária, já que emprego forte e salários em alta podem pressionar a inflação.
Analistas projetam que a taxa de desemprego pode subir levemente nos próximos meses, movimento considerado comum no início do ano após o fim das vagas temporárias criadas durante o período de festas.