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Governo tenta evitar nova greve de caminhoneiros

Pacote prevê reforço na fiscalização do frete e negociação sobre diesel; categoria ameaça paralisação nacional diante da alta dos custos

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
18/03/2026 às 15h50
Governo tenta evitar nova greve de caminhoneiros
Foto: Reprodução

O governo federal anuncia nesta quarta-feira (18) um pacote de medidas para tentar evitar uma nova greve de caminhoneiros no país. O plano será apresentado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio.

Entre as ações previstas estão o reforço na fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete e a responsabilização de empresas que descumprirem a legislação. A medida ocorre em meio ao aumento da pressão da categoria, que ameaça uma paralisação semelhante à registrada em 2018.

O governo também intensificou negociações com os estados para reduzir o ICMS sobre o diesel e ampliou a fiscalização sobre distribuidoras e postos de combustíveis. Recentemente, a União zerou impostos federais sobre o diesel, mas o impacto foi limitado após reajustes promovidos pela Petrobras.

Categoria fala em paralisação por inviabilidade econômica

O movimento grevista ganhou força nos últimos dias, impulsionado pela alta do diesel e pela dificuldade de repasse dos custos para o valor do frete. Lideranças do setor afirmam que a atividade se tornou economicamente inviável.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a paralisação já foi deliberada e pode ocorrer no curto prazo. Segundo ele, a mobilização tem caráter nacional e reúne tanto caminhoneiros autônomos quanto motoristas contratados.

Dados do setor indicam que o diesel acumula alta próxima de 19% desde o fim de fevereiro, influenciado pela valorização do petróleo no mercado internacional, em meio às tensões no Oriente Médio.

A categoria cobra o cumprimento efetivo da tabela de frete, mecanismos de controle nos contratos, isenção de pedágio para caminhões vazios e medidas estruturais para conter o preço do combustível.

Com cerca de 1,5 milhão de motoristas entre autônomos e celetistas, uma paralisação pode afetar diretamente o abastecimento e pressionar a inflação em todo o país. O governo acompanha o avanço do movimento e tenta evitar que a crise evolua para bloqueios de rodovias.

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