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Advogados deixam caso e Zettel pode fazer delação

Cunhado de Daniel Vorcaro, investigado no Caso Master, negocia possível acordo de colaboração que pode impactar apurações no STF

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
25/03/2026 às 14h59
Advogados deixam caso e Zettel pode fazer delação
Foto: Reprodução

Os advogados de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, deixaram a defesa do empresário em meio a divergências sobre a possibilidade de um acordo de delação premiada. A mudança na equipe jurídica ocorre no contexto das investigações do chamado Caso Master, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações apuradas, a saída dos advogados está diretamente ligada a diferenças de estratégia, especialmente sobre a colaboração com as autoridades. Zettel é investigado por suspeitas de participação em fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Em nota, os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção informaram que deixaram o caso por “motivo de foro íntimo” e transferiram a defesa ao advogado Celso Vilardi, que passa a representar o empresário.

Possível delação e impacto nas investigações

Zettel foi preso na Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário envolvendo o Banco Master, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro, pagamentos indevidos e atuação de uma estrutura paralela de monitoramento.

Por ser cunhado de Vorcaro e ter ligação direta com negócios do banqueiro, investigadores avaliam que uma eventual delação pode aprofundar o alcance das apurações e atingir novos envolvidos.

Nos bastidores, há expectativa de que a colaboração de Zettel possa trazer detalhes sobre a estrutura financeira do grupo, além de possíveis conexões com agentes públicos e outros operadores do esquema.

Caso Master segue em expansão

A movimentação ocorre em um momento de intensificação das investigações. Nos últimos dias, surgiram novos desdobramentos envolvendo o caso, incluindo a possibilidade de acordos de colaboração premiada por parte de outros investigados.

A atuação conjunta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso tem sido apontada como um fator que reduz a margem para negociações parciais, exigindo que eventuais delações tragam informações amplas e comprováveis.

A expectativa é que os próximos passos da investigação dependam do avanço dessas tratativas, que podem reconfigurar o cenário político e jurídico em torno do Caso Master.

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