
O governo dos Estados Unidos recomendou que todos os cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente, em meio à instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira (22) pela Secretaria de Assuntos Consulares dos EUA, mesmo após a extensão do cessar-fogo anunciada pelo presidente Donald Trump.
Segundo o comunicado, o espaço aéreo iraniano foi parcialmente reaberto desde terça-feira (21), o que permite a saída por voos comerciais. Ainda assim, o governo americano orienta que seus cidadãos monitorem constantemente a situação e busquem deixar o país o quanto antes.
Além das rotas aéreas, os EUA indicam a possibilidade de saída por terra, por países vizinhos como Armênia, Azerbaijão, Turquia e Turcomenistão. Ao mesmo tempo, alertam para riscos adicionais, como a possibilidade de restrições impostas pelo próprio governo iraniano ou até cobrança de taxas para deixar o país. Também há recomendação expressa para evitar regiões de fronteira com Afeganistão, Iraque e Paquistão.
O alerta reforça que, apesar da trégua, o cenário segue volátil e imprevisível.
Enquanto os Estados Unidos orientam a retirada de seus cidadãos, o Oriente Médio vive um momento de negociações delicadas. No Líbano, o presidente Joseph Aoun confirmou que estão em curso tratativas para prorrogar o cessar-fogo com Israel, firmado no último dia 16 com mediação americana.
O acordo atual, com duração de dez dias, deve expirar neste domingo (26). Segundo o governo libanês, a prorrogação depende de pontos considerados essenciais, como a retirada das tropas israelenses, o fim das ofensivas militares e o retorno de civis deslocados.
Apesar das negociações, relatos indicam que os confrontos continuam. O Líbano acusa Israel de manter operações militares no sul do país, enquanto Israel afirma que segue atacando alvos ligados ao grupo Hezbollah, que também continua lançando ofensivas.
O cenário revela uma contradição: ao mesmo tempo em que há esforços diplomáticos para ampliar a trégua, sinais de tensão permanecem ativos — o que justifica o alerta dos Estados Unidos e indica que o cessar-fogo, embora vigente, ainda está longe de garantir estabilidade na região.