
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram dois breves encontros durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. As interações aconteceram em momentos informais do evento e marcaram o primeiro contato público entre os dois líderes desde o aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Segundo integrantes da comitiva brasileira, Lula e Trump conversaram rapidamente durante um evento social promovido pelo presidente francês, Emmanuel Macron. A conversa durou cerca de um a dois minutos e não abordou temas sensíveis da relação bilateral, como as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Antes disso, os dois já haviam se cruzado nos corredores do hotel onde ocorre a cúpula. De acordo com fontes do governo, Trump cumprimentou Lula com as expressões “How are you?” e “Good job”, que significam “Como você está?” e “Bom trabalho”. Sem intérprete por perto, Lula respondeu apenas com um aceno.
Apesar dos encontros, não houve reunião bilateral entre os presidentes. As negociações envolvendo as tarifas americanas continuam sendo conduzidas em nível ministerial.

Além da participação na cúpula do G7, Lula manteve uma série de reuniões bilaterais com líderes internacionais. Entre os encontros mais aguardados estava a conversa com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Segundo Lula, a reunião ocorreu a pedido do líder ucraniano e durou cerca de 40 minutos. Os dois discutiram a guerra entre Rússia e Ucrânia, as possibilidades de um cessar-fogo e caminhos para uma solução diplomática do conflito.
Em publicação nas redes sociais, o presidente brasileiro afirmou que defendeu uma atuação mais efetiva da Organização das Nações Unidas na busca pela paz. Já Zelensky classificou o encontro como positivo, especialmente nas discussões sobre alternativas para encerrar a guerra.
Lula também se reuniu com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, em mais uma agenda voltada ao fortalecimento das relações comerciais e diplomáticas do Brasil.
O G7 reúne as principais economias desenvolvidas do mundo — Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia. Embora não faça parte do grupo, o Brasil foi convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron para participar das discussões deste ano, que tiveram como foco temas como comércio internacional, inteligência artificial, segurança global e conflitos geopolíticos.