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Lula cobra atuação da ONU para encerrar guerra na Ucrânia

Presidente afirma que conflito já se prolonga por mais de quatro anos, destaca conversa com Zelensky no G7 e promete mobilizar membros do Conselho de Segurança em busca de uma solução diplomática

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
17/06/2026 às 17h25
Lula cobra atuação da ONU para encerrar guerra na Ucrânia
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender uma atuação mais firme da Organização das Nações Unidas (ONU) para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia. A declaração foi feita nesta quarta-feira (17), durante entrevista coletiva concedida após sua participação na Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.

Segundo Lula, o conflito, iniciado em fevereiro de 2022, já se estendeu por tempo demais e precisa encontrar uma saída negociada. O presidente afirmou que tanto os países envolvidos diretamente quanto os aliados que apoiam os dois lados já demonstram sinais de desgaste.

“Já acho, há um ano, que essa guerra está na hora de acabar. Ela já não tem nenhuma novidade. Todo mundo sabe que está todo mundo cansado, que os torcedores da Ucrânia e do Putin já estão cansados, aqueles que financiaram já estão cansados”, declarou.

Conversa com Zelensky

Durante a agenda no G7, Lula se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O encontro marcou uma nova tentativa de aproximação entre os dois líderes, que tiveram divergências públicas ao longo dos últimos anos sobre a condução do conflito.

O presidente brasileiro classificou a reunião como a melhor conversa já realizada entre ambos. Segundo ele, pela primeira vez percebeu uma disposição maior do líder ucraniano para buscar uma solução diplomática.

De acordo com Lula, Zelensky defendeu a necessidade de um cessar-fogo como primeiro passo para a construção de um acordo de paz.

“Ele quer um cessar-fogo para discutir a paz, e eu acho isso justo”, afirmou o presidente brasileiro.

Compromisso de mobilização internacional

Lula também anunciou que pretende retomar contatos com os integrantes permanentes do Conselho de Segurança da ONU para discutir alternativas que possam contribuir para o encerramento da guerra.

O Conselho é formado por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, países que possuem poder de veto sobre as decisões do órgão e papel central nas questões de segurança internacional.

“Assumi o compromisso de, outra vez, fazer o que eu já fiz e ligar para todos os membros do Conselho de Segurança da ONU. Eles são os responsáveis por garantir a paz ou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Tem que dar um paradeiro e só eles podem dar”, afirmou.

Participação brasileira no G7

Embora o Brasil não integre o grupo das sete maiores economias industrializadas do mundo, Lula participou da cúpula como convidado do presidente francês Emmanuel Macron.

Além das discussões sobre os conflitos internacionais, o presidente brasileiro participou de debates relacionados ao avanço da inteligência artificial, ao desenvolvimento econômico dos países emergentes e à reforma da governança global.

A guerra entre Rússia e Ucrânia foi um dos principais temas da reunião, que também contou com a presença de líderes europeus, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

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