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Condenação de Eduardo Bolsonaro divide parlamentares

Aliados falam em perseguição política, enquanto governistas comemoram decisão do STF que condenou o ex-deputado por coação à Justiça

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
17/06/2026 às 17h00 Atualizada em 17/06/2026 às 17h05
Condenação de Eduardo Bolsonaro divide parlamentares
Foto: Reprodução

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte repercussão entre parlamentares da base governista e da oposição. Por unanimidade, os ministros condenaram Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, ao entender que ele atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do Judiciário brasileiro e tentar interferir no processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Além da pena de prisão e da multa, a decisão torna Eduardo inelegível por, pelo menos, oito anos após o cumprimento integral da pena. Em nota, o ex-deputado afirmou que não foi formalmente notificado da decisão e classificou a condenação como nula por suposta falta de respeito ao devido processo legal.

Aliados falam em injustiça; governistas celebram decisão

  • Entre os apoiadores de Eduardo Bolsonaro, a reação foi de críticas ao STF. O senador Flávio Bolsonaro publicou um vídeo afirmando que o irmão foi vítima de uma injustiça. Já Carlos Bolsonaro disse que Eduardo foi "cassado com uma canetada".

Outros aliados também saíram em defesa do ex-deputado. O deputado Nikolas Ferreira comparou a atuação de Eduardo nos Estados Unidos ao movimento político que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff.

A deputada Caroline de Toni classificou a decisão como um absurdo, enquanto o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a perseguição terá consequências no futuro.

Do outro lado, parlamentares da base do governo e representantes da esquerda comemoraram a condenação. A deputada Erika Hilton afirmou que a decisão representa uma vitória da democracia. O ministro Guilherme Boulos disse que a condenação deixa um recado para quem ainda conspira contra o país.

O deputado Alencar Santana criticou o fato de Eduardo residir nos Estados Unidos e o chamou de "fujão". Já a deputada Tabata Amaral classificou o ex-deputado como "traidor condenado".

A decisão amplia a polarização política em torno dos processos relacionados aos atos antidemocráticos e deve continuar repercutindo nos próximos dias dentro e fora do Congresso Nacional.

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