
A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte repercussão entre parlamentares da base governista e da oposição. Por unanimidade, os ministros condenaram Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, ao entender que ele atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do Judiciário brasileiro e tentar interferir no processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Além da pena de prisão e da multa, a decisão torna Eduardo inelegível por, pelo menos, oito anos após o cumprimento integral da pena. Em nota, o ex-deputado afirmou que não foi formalmente notificado da decisão e classificou a condenação como nula por suposta falta de respeito ao devido processo legal.
Outros aliados também saíram em defesa do ex-deputado. O deputado Nikolas Ferreira comparou a atuação de Eduardo nos Estados Unidos ao movimento político que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff.
A deputada Caroline de Toni classificou a decisão como um absurdo, enquanto o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a perseguição terá consequências no futuro.
Do outro lado, parlamentares da base do governo e representantes da esquerda comemoraram a condenação. A deputada Erika Hilton afirmou que a decisão representa uma vitória da democracia. O ministro Guilherme Boulos disse que a condenação deixa um recado para quem ainda conspira contra o país.


O deputado Alencar Santana criticou o fato de Eduardo residir nos Estados Unidos e o chamou de "fujão". Já a deputada Tabata Amaral classificou o ex-deputado como "traidor condenado".
A decisão amplia a polarização política em torno dos processos relacionados aos atos antidemocráticos e deve continuar repercutindo nos próximos dias dentro e fora do Congresso Nacional.