
Goiás alcançou o quinto maior valor da produção agrícola do Brasil em 2025, com R$ 72,7 bilhões, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ranking nacional, Goiás ficou atrás apenas de Mato Grosso, com R$ 165,6 bilhões; São Paulo, com R$ 124 bilhões; Minas Gerais, com R$ 109,4 bilhões; e Paraná, com R$ 87,7 bilhões. Logo depois aparece o Rio Grande do Sul, com R$ 71,3 bilhões.
O valor da produção considera tanto o volume produzido quanto os preços praticados na comercialização dos produtos agrícolas.
Depois dos impactos das condições climáticas desfavoráveis em 2024, a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou a 345,4 milhões de toneladas em 2025.
O resultado representa crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior.
Já o valor de toda a produção agrícola brasileira atingiu R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4%. Segundo o IBGE, é o maior valor nominal registrado pelo menos desde a criação do Plano Real, em 1994. Como os valores são apresentados em moeda corrente de cada ano, o resultado não considera a inflação do período.
A área colhida também atingiu uma marca inédita. Pela primeira vez, o Brasil ultrapassou 100 milhões de hectares, chegando a 100,6 milhões em 2025, crescimento de 4,4%.
A soja permaneceu como principal produto agrícola brasileiro. O grão movimentou R$ 315,2 bilhões e respondeu por 34% do valor total da produção.
A safra alcançou 165,2 milhões de toneladas, crescimento de 14,4% em um ano.
Segundo o IBGE, o cenário internacional ajudou a sustentar os preços da commodity. A disputa tarifária entre Estados Unidos e China aumentou a procura chinesa pela soja brasileira.
Depois da soja, os maiores valores vieram do milho, com R$ 122,1 bilhões; cana-de-açúcar, com R$ 108,9 bilhões; café, com aproximadamente R$ 100 bilhões; e algodão, com R$ 40,6 bilhões.
O desempenho de estados como Goiás e Mato Grosso ajudou o Centro-Oeste a voltar à liderança entre as regiões brasileiras em valor da produção agrícola.
A região movimentou R$ 288 bilhões em 2025, avanço de 31,8%, impulsionado principalmente pelas produções de soja, milho e algodão.
O Sudeste ficou em segundo lugar, com R$ 271 bilhões, seguido pelo Sul, com R$ 181,1 bilhões; Nordeste, com R$ 113,7 bilhões; e Norte, com R$ 73,4 bilhões.
Entre 2018 e 2023, o Centro-Oeste já ocupava a primeira posição. A região perdeu a liderança para o Sudeste em 2024 e voltou ao topo em 2025.