
O Vila Nova esteve a poucos instantes de conseguir uma das vitórias mais importantes de sua campanha na Série B. Neste domingo (18), diante de cerca de 10 mil torcedores no OBA, o Tigrão saiu atrás, reagiu, virou sobre o Novorizontino, mas sofreu o empate por 2 a 2 no último lance.
O resultado tem um gosto inevitavelmente amargo pela maneira como aconteceu. Ao mesmo tempo, não altera o principal fato da classificação: o Vila continua líder da Série B, agora com 62 pontos, enquanto o Novorizontino aparece logo atrás, com 61.
Na reta final do campeonato, porém, os dois pontos que escaparam no último lance podem fazer diferença.
O Novorizontino começou melhor e abriu o placar aos 25 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Robson apareceu na segunda trave para marcar.
O cenário mudou depois do intervalo.
Guto Ferreira colocou Dodô, e o meia se tornou o personagem da reação colorada.
Aos 17 minutos, acertou um belo chute de fora da área para empatar. Nove minutos depois, cobrou a falta que terminou com André Luís aparecendo por trás da defesa para virar.
Em poucos minutos, o Vila transformou uma derrota parcial em uma vitória que poderia representar mais do que três pontos.
O Tigrão estava abrindo vantagem justamente sobre seu principal perseguidor.
O problema foi o último lance.
Aos 53 minutos da etapa final, o Novorizontino levantou a bola na área e Christian Ortiz marcou de cabeça.
2 a 2.
O silêncio provocado pelo empate contrastou com a explosão da torcida na virada.
É justamente aí que está o peso emocional do resultado. Empatar com o vice-líder, isoladamente, está longe de ser um desastre. O Vila enfrentou um adversário direto e permaneceu na primeira colocação.
Mas estar vencendo até o último lance muda completamente a percepção.
Foram dois pontos que pareciam conquistados e escaparam quando praticamente não havia mais tempo para resposta.
Depois da partida, Guto Ferreira procurou impedir que a frustração se transforme em pessimismo.
O treinador reconheceu a dor pelo momento do gol e o erro cometido no lance decisivo, mas evitou transferir a responsabilidade para a arbitragem.
A postura faz sentido diante do momento do campeonato.
Com apenas quatro rodadas restantes, o Vila não pode permitir que um empate doloroso se transforme em problema maior do que realmente é.
A equipe continua líder.
E talvez o ponto mais importante da atuação esteja justamente na reação apresentada durante o segundo tempo.
Contra o vice-líder, o Tigrão esteve perdendo e encontrou força para virar.
O desafio agora é corrigir a maneira como deixou a vitória escapar.
A matemática deixa claro o tamanho da reta final.
O Vila tem 62 pontos.
O Novorizontino, 61.
Ou seja, apenas um ponto separa os dois primeiros colocados.
Mais do que nunca, cada rodada passa a funcionar praticamente como uma decisão. E o próximo desafio colorado será longe de Goiânia.
No sábado (24), às 16h30, o Vila enfrenta o São Bernardo, no Estádio Primeiro de Maio.
O Novorizontino, por sua vez, permanece em Goiânia para enfrentar o Atlético-GO.
Existe uma diferença importante entre lamentar o resultado e transformar o empate em crise.
O Vila tem motivos para lamentar.
Teve a vitória nas mãos, dentro de casa, em confronto direto e sofreu o empate aos 53 minutos.
Mas também existem motivos para manter a confiança.
O time continua na liderança da Série B, reagiu diante de um dos principais concorrentes e depende de seus próprios resultados para permanecer no topo.
A pressão, que já vinha crescendo conforme o acesso e a possibilidade de título se aproximavam, certamente será ainda maior nas quatro rodadas finais.
É nesse momento que a experiência de Guto Ferreira pode se tornar ainda mais importante.
A Série B entrou definitivamente em sua fase de decisões.
E, depois de um empate que teve gosto de derrota, o Vila precisa fazer exatamente aquilo que seu treinador defendeu após a partida:
sentir o golpe, corrigir os erros e continuar olhando para frente.
Continue acompanhando tudo sobre a série B em nosso portal de notícias e nas redes sociais da Lig Digital.