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Governo Lula rebate Milei por mapa que retrata Brasil como favela

Chanceler Mauro Vieira critica publicação do presidente argentino e cita indicadores econômicos e sociais brasileiros

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
18/12/2025 às 16h06 Atualizada em 18/12/2025 às 16h25
Governo Lula rebate Milei por mapa que retrata Brasil como favela
Foto: Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à divulgação de um mapa da América do Sul republicado pelo presidente da Argentina, Javier Milei, que retrata o Brasil e outros países governados pela esquerda como áreas de pobreza, enquanto apresenta nações lideradas pela direita como modernas e futuristas.

Em declaração enviada à imprensa, o chanceler brasileiro Mauro Vieira afirmou que a imagem divulgada por Milei “precisa de uma atualização urgente” e rebateu a representação com dados econômicos e sociais do Brasil.

Reação diplomática

Segundo Vieira, o Brasil enfrenta seus problemas sociais de forma aberta e responsável. “Com o presidente Lula na Presidência, o Brasil se moderniza e enfrenta seus problemas sociais, não os varre para baixo do tapete”, afirmou, sem citar diretamente a Argentina.

O chanceler destacou ainda que o país tem economia em crescimento, níveis historicamente baixos de desemprego, reservas internacionais de US$ 360 bilhões e que voltou a sair do Mapa da Fome, utilizando recursos próprios.

Vieira também lembrou que o Brasil mantém moeda estável há 30 anos e que quitou sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) há duas décadas.

Contexto regional

A publicação de Milei ocorre em meio a debates ideológicos na América do Sul. Em 2024, primeiro ano do governo argentino, a pobreza no país chegou a 52,9% da população, segundo dados oficiais. No primeiro semestre deste ano, o índice caiu para 31,6%, ainda acima do registrado no Brasil, que é de 23,1%, de acordo com o IBGE.

A Argentina recebeu um empréstimo de US$ 20 bilhões do FMI, que vem alertando o governo Milei sobre a necessidade de recomposição das reservas internacionais, atualmente em níveis baixos.

Integrantes do governo brasileiro afirmam que o país vizinho enfrenta dificuldades fiscais e mantém dívidas com organismos internacionais e outros países.

A troca de declarações ocorre poucos dias antes da LXVII Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, marcada para o próximo dia 20, em Foz do Iguaçu (PR), encontro que reunirá líderes da região em um momento de tensões políticas e econômicas no bloco.

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