
Os Estados Unidos anunciaram, na noite deste domingo (8), a interceptação de um petroleiro no Oceano Índico, em mais uma ação ligada ao bloqueio naval e às sanções impostas pelo governo do presidente Donald Trump. Segundo o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, o navio foi rastreado desde o Mar do Caribe até o local da abordagem.
De acordo com a publicação oficial feita na rede social X, a embarcação — identificada como Aquila II — teria desrespeitado uma quarentena estabelecida pelo governo americano, tentado fugir e sido perseguida por milhares de quilômetros antes de ser abordada por forças do Comando Indo-Pacífico dos EUA.
Imagens divulgadas pelo governo mostram militares americanos chegando ao petroleiro a partir de um helicóptero e realizando a abordagem no alto-mar. No texto que acompanhou o vídeo, o Departamento de Guerra adotou um tom duro e ameaçador.
“Nada impedirá o Departamento de Guerra de defender nossa pátria — mesmo em oceanos do outro lado do mundo. (…) Rastreamos e caçamos essa embarcação do Caribe até o Oceano Índico. Nenhuma outra nação no planeta Terra tem a capacidade de impor sua vontade em qualquer domínio”, afirmou o órgão.
A publicação também diz que, “por terra, ar ou mar”, as Forças Armadas dos EUA encontrarão embarcações que tentem escapar das sanções impostas por Washington.
A interceptação do Aquila II ocorre no contexto de um bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos no início de dezembro, voltado principalmente a embarcações associadas ao transporte de petróleo de países sob sanções, como a Venezuela.
Segundo o governo americano, os navios interceptados fariam parte de uma chamada “frota fantasma”, usada para burlar restrições internacionais, operar com bandeiras falsificadas ou registrar dados irregulares de origem e destino da carga.
Levantamento com base em dados de rastreamento marítimo indica que ao menos três grandes petroleiros foram alvo de tentativas de interceptação desde o início do bloqueio naval. Todas as embarcações tinham capacidade superior a 300 mil toneladas e operavam no transporte de petróleo cru.
As ações ocorreram entre os dias 10 e 21 de dezembro e envolveram navios registrados sob bandeiras da Guiana e do Panamá. Em pelo menos um dos casos, autoridades locais afirmaram que a bandeira era usada de forma irregular. Já a Casa Branca declarou que outra embarcação operava com registro falsificado.
A nova interceptação reforça a escalada do tom adotado por Washington em relação ao cumprimento das sanções internacionais e amplia o alcance geográfico das operações militares americanas, agora estendidas do Caribe ao Oceano Índico.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não informou o destino final do Aquila II, se houve apreensão da carga ou se a tripulação foi detida. O caso segue sendo acompanhado por autoridades militares e diplomáticas.