
Manifestantes ligados a movimentos de esquerda e sindicatos iniciaram protestos nesta sexta-feira (27) em frente ao Congresso, em Buenos Aires, contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. O projeto será votado pelo Senado da Argentina após já ter sido aprovado na Câmara dos Deputados.
Segundo a imprensa local, houve confronto entre manifestantes e policiais durante o deslocamento do ato.
Rodolfo Aguiar, presidente da ATE (Associação dos Trabalhadores do Estado), afirmou que a nova legislação pode obrigar sindicatos a pedir autorização para realizar assembleias e exigir que entre 50% e 75% dos serviços essenciais continuem operando durante paralisações.
“A greve perde toda a eficácia”, declarou.
Cristian Jerónimo, dirigente da CGT, alertou para possível escalada de mobilizações caso o projeto seja aprovado.
O governo Milei defende a reforma como parte de um plano de “modernização trabalhista” para estimular o emprego formal em uma economia onde mais de 40% dos trabalhadores atuam sem registro.
Para o Executivo, a mudança é central na agenda de reformas econômicas e na tentativa de atrair investimentos. Uma eventual derrota no Senado pode representar revés político para o presidente, que governa com base parlamentar minoritária.
A Argentina tem histórico de greves que impactam transporte, portos e cadeias logísticas, o que amplia o potencial de tensão caso o embate entre governo e sindicatos se intensifique nos próximos dias.