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Manifestantes protestam contra reforma trabalhista de Milei na Argentina

Senado vota projeto nesta sexta (27); sindicatos afirmam que proposta reduz direitos e limita poder de greve

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
27/02/2026 às 17h12
Manifestantes protestam contra reforma trabalhista de Milei na Argentina
Foto: Reprodução

Manifestantes ligados a movimentos de esquerda e sindicatos iniciaram protestos nesta sexta-feira (27) em frente ao Congresso, em Buenos Aires, contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. O projeto será votado pelo Senado da Argentina após já ter sido aprovado na Câmara dos Deputados.

Segundo a imprensa local, houve confronto entre manifestantes e policiais durante o deslocamento do ato.

Críticas dos sindicatos

  • A proposta não conta com apoio da Confederação Geral do Trabalho (CGT) e de outras centrais sindicais. Representantes afirmam que a reforma restringe fundamentos para ações judiciais por demissão sem justa causa e impõe limites mais rígidos ao direito de greve.

Rodolfo Aguiar, presidente da ATE (Associação dos Trabalhadores do Estado), afirmou que a nova legislação pode obrigar sindicatos a pedir autorização para realizar assembleias e exigir que entre 50% e 75% dos serviços essenciais continuem operando durante paralisações.

“A greve perde toda a eficácia”, declarou.

Cristian Jerónimo, dirigente da CGT, alertou para possível escalada de mobilizações caso o projeto seja aprovado.

Estratégia do governo

O governo Milei defende a reforma como parte de um plano de “modernização trabalhista” para estimular o emprego formal em uma economia onde mais de 40% dos trabalhadores atuam sem registro.

Para o Executivo, a mudança é central na agenda de reformas econômicas e na tentativa de atrair investimentos. Uma eventual derrota no Senado pode representar revés político para o presidente, que governa com base parlamentar minoritária.

A Argentina tem histórico de greves que impactam transporte, portos e cadeias logísticas, o que amplia o potencial de tensão caso o embate entre governo e sindicatos se intensifique nos próximos dias.

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