
O Exército do Irã afirmou neste domingo (1º) que realizou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. A ofensiva ocorreu horas depois de o presidente americano, Donald Trump, ameaçar usar uma “força nunca antes vista” caso o Irã voltasse a retaliar os ataques iniciados no sábado.
Segundo comunicado divulgado pela agência estatal Irib, pilotos iranianos atingiram, em “várias etapas de operação”, bases americanas em países do Golfo Pérsico e no Iraque. Até a última atualização, não havia confirmação oficial de quais instalações foram efetivamente atingidas.
Explosões foram registradas em Abu Dhabi e Dubai (Emirados Árabes Unidos), Doha (Catar) e Manama (Bahrein). Governos locais confirmaram vítimas:
Emirados Árabes Unidos: 3 mortos e 58 feridos. Autoridades afirmam ter interceptado 167 mísseis e 541 drones desde sábado;
Iraque: 4 mortos e 8 feridos em ataque a base militar;
Kuwait: 1 morto e 32 feridos;
Catar: 16 feridos.
Os novos bombardeios ampliam o conflito aberto entre Irã, Estados Unidos e Israel desde sábado (28).

A ofensiva ocorre após a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto em bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra Teerã. O governo iraniano declarou 40 dias de luto nacional.
Trump afirmou que Khamenei “não conseguiu escapar” dos sistemas de inteligência americanos e prometeu continuar os ataques até alcançar “paz no Oriente Médio”. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que centenas de alvos militares iranianos foram atingidos e que a operação continuará nos próximos dias.
No sábado, explosões foram registradas em Teerã e em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Segundo a imprensa iraniana, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas.
Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra Israel e países que abrigam bases militares americanas, incluindo Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência iraniana Tasnim.
Com mortos confirmados em diversos países do Golfo e novas ameaças públicas de Washington e Teerã, o confronto entra em uma fase ainda mais instável, com impacto direto sobre a segurança internacional e o mercado global de energia.