
As Forças de Defesa de Israel anunciaram nesta segunda-feira (2) a morte de Hussein Makled, apontado como chefe do serviço de inteligência do Hezbollah, durante bombardeios no bairro de Dahieh, reduto do grupo no sul de Beirute, no Líbano.
Em comunicado, os militares afirmaram ter “atingido com precisão um importante terrorista do Hezbollah” na capital libanesa. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre a operação.
Em publicação na rede X, Katz declarou que Qassem, que “decidiu intervir sob pressão do Irã”, agora é “um alvo para eliminação”.
Em meio à escalada, o governo do Líbano anunciou a proibição de todas as atividades militares do Hezbollah — medida inédita desde a fundação do grupo, em 1982. A decisão foi tomada após reunião do Conselho de Ministros com a presença do comandante do Exército libanês.
O ministro da Justiça libanês também determinou a prisão dos responsáveis pelo lançamento de foguetes contra Israel.
O Hezbollah confirmou ter lançado drones e foguetes contra o norte de Israel como retaliação à morte de Ali Khamenei e a bombardeios israelenses no sul do Líbano.
Segundo Israel, os ataques foram interceptados ou atingiram áreas desabitadas. Já em Beirute, pelo menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas após bombardeios israelenses, de acordo com autoridades locais.
Um porta-voz militar israelense afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa” ao ser questionado sobre uma possível invasão terrestre do Líbano. Até o momento, segundo ele, as operações ocorrem apenas do lado israelense da fronteira.
Israel e Líbano haviam firmado um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, encerrando mais de um ano de confrontos. Desde então, acusações de violações têm sido frequentes.
O chefe do Exército israelense declarou que os combates no Líbano podem durar “muitos dias”. A escalada ocorre paralelamente à guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã, aumentando o risco de um conflito regional de maiores proporções no Oriente Médio.