
O Exército de Israel atacou nesta terça-feira (3) o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, órgão responsável por escolher o próximo líder supremo do país. A informação foi divulgada pelo jornal israelense The Jerusalem Post e por agências iranianas.
Segundo a imprensa iraniana, o edifício, localizado na cidade de Qom, foi “arrasado” pelo bombardeio. A Press TV divulgou imagens de uma estrutura parcialmente destruída.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas nem sobre a presença dos 88 aiatolás que compõem a assembleia no momento do ataque. O governo iraniano ainda não havia se pronunciado até a última atualização.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, a Assembleia dos Peritos — formada por clérigos xiitas — é responsável por eleger e supervisionar o líder supremo do Irã.
O ataque ocorre poucos dias após a morte do aiatolá Ali Khamenei, morto em ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel no sábado (28).
Além da assembleia, Israel afirmou ter bombardeado o complexo presidencial e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, ambos em Teerã. Em nota, as Forças de Defesa de Israel disseram ter atingido “infraestruturas fundamentais do regime” e locais onde a liderança iraniana realizava reuniões estratégicas, incluindo avaliações sobre o programa nuclear.
O número de mortos no Irã desde o início da guerra subiu para 787, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3) pela mídia estatal iraniana, com base em dados do Crescente Vermelho.
Entre as vítimas estão 165 pessoas que morreram em um ataque a uma escola feminina. Os funerais começaram a ser realizados nesta terça-feira.
A guerra começou no sábado (28), após bombardeios coordenados de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, que mataram Khamenei e membros da cúpula militar.
Desde então, o Irã tem retaliado com mísseis contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares norte-americanos e prometeram intensificar a ofensiva.
O conflito já atinge múltiplos países da região e mantém Teerã sob bombardeios diários.