
A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel entrou no quinto dia com novos ataques, aumento no número de mortos e temor de expansão do conflito em toda a região do Oriente Médio.
Nesta quarta-feira (4), Israel afirmou ter iniciado uma nova onda de bombardeios contra a capital iraniana, Teerã, onde explosões foram registradas em diferentes pontos da cidade, segundo a imprensa local.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e também contra países do Golfo, como Catar e Kuwait. O governo do Kuwait informou ter interceptado projéteis em seu espaço aéreo.
Esses países não participam diretamente da guerra, mas abrigam bases militares americanas, o que os transforma em possíveis alvos de retaliação iraniana.
Segundo a mídia estatal iraniana, o número de mortos no país já chegou a 1.045 após os ataques realizados por forças americanas e israelenses.
Os confrontos também se intensificaram no Líbano, onde Israel abriu uma nova frente de combate contra o grupo extremista Hezbollah.
Bombardeios foram registrados no sul do país, e tropas israelenses avançaram até a cidade de Khiam, próxima à fronteira. O Exército de Israel também pediu que moradores da região deixassem suas casas e se deslocassem para o norte do rio Litani, tradicional linha de tensão entre Israel e o Hezbollah.

O conflito ganhou um novo capítulo após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, atingido em ataques realizados no fim de semana.
O funeral de Khamenei está previsto para esta quarta-feira, embora a imprensa estatal iraniana tenha indicado que a cerimônia pode ser adiada.
A morte do líder abriu disputa pela sucessão no regime iraniano. Entre os nomes cotados está Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá, considerado próximo da Guarda Revolucionária.

Governos europeus começaram a reagir de forma mais direta ao conflito. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as pessoas que Washington considerava para assumir o comando do Irã após o fim da guerra “estão mortas”, sem dar mais detalhes.
A declaração ocorreu após o bombardeio contra a Assembleia de Especialistas, órgão responsável por escolher o novo líder supremo do Irã.
Com ataques simultâneos em vários países da região e ameaças de novos bombardeios, analistas avaliam que o conflito pode se transformar em uma guerra regional de maiores proporções.