
Uma facção criminosa investigada em Goiás planejava ataques com granadas contra policiais na cidade de Rio Verde, no sudoeste do estado. A informação faz parte de uma operação deflagrada nesta terça-feira (14), que cumpriu 61 mandados de prisão temporária em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
De acordo com a polícia, interceptações revelaram o nível de violência pretendido pelo grupo. Em um dos áudios obtidos durante a investigação, um suspeito apontado como liderança da facção ameaça atacar toda a cidade.
Só em Goiás, 51 pessoas foram presas, sendo 44 em Rio Verde. Devido ao volume de detidos, a polícia utilizou um ônibus para levá-los até a Casa de Prisão Provisória (CPP) do município.
As investigações começaram em julho do ano passado, após a polícia receber informações de que a cidade estaria sob controle de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A partir disso, foram identificados planos de ataques diretos contra forças de segurança, incluindo o uso de granadas.
Segundo a polícia, o grupo é responsável por uma série de crimes na região, incluindo:
Durante a operação, foram apreendidas nove armas de fogo e duas granadas. Além disso, a Justiça autorizou o afastamento de 21 sigilos bancários e o bloqueio de bens e valores de até R$ 10,5 milhões.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jorge Mesquita, a escolha de Rio Verde como base de atuação não foi por acaso. A cidade tem localização estratégica, próxima ao Mato Grosso e com conexão logística com o Sudeste, além de forte crescimento econômico — fatores que atraem organizações criminosas.
A atuação da facção ia além do tráfico de drogas, envolvendo também crimes como:
A operação mobilizou cerca de 250 policiais civis e contou com apoio aéreo de helicóptero para monitoramento e deslocamento das equipes.
As ações ocorreram em diversas cidades:
No total, a operação já resultou na prisão de 129 pessoas e no bloqueio de mais de R$ 237 milhões movimentados pelo grupo criminoso.
Os nomes dos investigados não foram divulgados até o momento. A polícia afirma que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da estrutura da facção.
Os suspeitos poderão responder por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, homicídio, lavagem de dinheiro e associação para o crime.