
Um avião de pequeno porte caiu na Bolívia após permanecer cerca de duas horas voando de forma descontrolada, descrevendo círculos no céu sem qualquer comunicação com a torre de controle. As duas pessoas a bordo — piloto e copiloto — morreram no acidente.
A principal linha de investigação aponta para um possível “voo fantasma”, situação em que os ocupantes da aeronave perdem a consciência durante o voo, geralmente por falta de oxigênio causada pela despressurização da cabine.
Cerca de 30 minutos após a decolagem, por volta das 8h47 (horário local), o avião perdeu contato com o controle de tráfego aéreo ao sobrevoar a região de Cochabamba. Pouco depois, passou a apresentar comportamento irregular, desviando da rota original e iniciando movimentos circulares no céu.
Dados de radar indicam que a aeronave continuou voando por aproximadamente duas horas nessa trajetória incomum, até desaparecer por volta das 11h, quando provavelmente ocorreu a queda em uma área de floresta.
Não houve qualquer sinal de emergência emitido pela tripulação durante o período em que o avião permaneceu no ar.
Especialistas apontam que o padrão de voo é compatível com casos de hipóxia — condição causada pela falta de oxigênio no organismo. Isso pode ocorrer quando há falha na pressurização da cabine, especialmente em altitude de cruzeiro, levando os pilotos à perda gradual de consciência.
As vítimas foram identificadas como Carlos Moyano e Julio Sardán. Segundo informações da imprensa local, a aeronave pertence ao empresário e ministro do Desenvolvimento Produtivo da Bolívia, Oscar Mario Justiniano, que não estava a bordo.
A Diretoria de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos da Bolívia abriu um inquérito para apurar as causas do acidente e confirmar oficialmente o que ocorreu durante o voo.
Nessas situações, o avião pode seguir sua rota ou entrar em trajetórias anormais até consumir combustível ou sofrer queda, sem qualquer intervenção humana.