
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã entrou em uma nova fase militar, marcada pela intensificação dos bombardeios e pela possibilidade de uma invasão terrestre no país persa.
Autoridades americanas e israelenses afirmam que a campanha aérea passou de ataques de longa distância para operações mais próximas dos alvos, com uso de armamentos de precisão. A mudança aumenta a capacidade de destruição, mas também eleva os riscos para as forças envolvidas.
O conflito começou após uma ofensiva militar no dia 28 de fevereiro, que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei e atingiu instalações estratégicas do regime.
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, afirmou que a primeira etapa da operação já foi concluída.
Segundo ele, Israel agora avança para uma fase mais agressiva da campanha.
“Vamos intensificar os ataques à base do regime e às suas capacidades militares”, disse.

Nesta sexta-feira, Israel informou que 50 caças bombardearam o bunker utilizado por autoridades iranianas em Teerã, lançando cerca de 100 bombas no local.
“O poder de fogo sobre o Irã e Teerã está prestes a aumentar dramaticamente”, declarou.
O chefe do Estado-Maior das forças americanas, Dan Caine, explicou que a mudança envolve o uso de munições de ataque direto, como mísseis Hellfire e bombas guiadas por GPS.
Essas armas exigem maior controle do espaço aéreo e permitem ataques mais precisos contra alvos militares.
O presidente Donald Trump também voltou a comentar a estratégia da guerra e falou sobre a possibilidade de uma invasão terrestre no Irã.
Segundo ele, o tema chegou a ser considerado, mas não está nos planos imediatos dos Estados Unidos.
“Uma invasão por terra seria perda de tempo”, afirmou em entrevista.
A declaração foi uma resposta ao ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi, que disse que o país está preparado para enfrentar tropas americanas caso os EUA decidam invadir o território iraniano.
“Estamos à espera deles”, afirmou o chanceler iraniano.
Enquanto isso, o Irã mantém ataques com mísseis e drones contra Israel e contra bases militares americanas na região.
As tensões também se espalharam pelo Oriente Médio, com explosões registradas no Azerbaijão e países europeus enviando navios militares para reforçar a segurança no Mediterrâneo, próximo a Chipre.
Israel também ampliou os ataques contra posições do grupo Hezbollah no Líbano, aliado estratégico do Irã.
O conflito segue sem previsão de cessar-fogo e com risco crescente de ampliação regional da guerra.