20°C 30°C
Goiânia, GO

Exército prende militares condenados por participação em trama golpista

Quatro militares foram presos após decisão do STF; grupo é acusado de espalhar desinformação sobre urnas eletrônicas

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
10/04/2026 às 18h18
Exército prende militares condenados por participação em trama golpista
Foto: Reprodução

O Exército Brasileiro e a Polícia Federal cumpriram nesta sexta-feira (10) mandados de prisão contra quatro militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações no STF, após a rejeição de recursos apresentados pelas defesas. Os militares fazem parte do chamado núcleo 4 da trama golpista, grupo apontado pelas investigações como responsável pela disseminação de desinformação.

Foram presos o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e o ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros.

Segundo as autoridades, Denicoli, Giancarlo e Guilherme foram presos pela manhã por equipes do Exército. Já Ailton Moraes Barros foi detido pela Polícia Federal no período da tarde.

Outros dois condenados ainda são considerados foragidos: o coronel Reginaldo Vieira de Abreu e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

Ao todo, sete pessoas foram condenadas nesse núcleo da investigação, com penas que variam entre 7 anos e 6 meses e 17 anos de prisão.

Núcleo de desinformação

De acordo com a investigação, o grupo atuava na produção e disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral, especialmente sobre as urnas eletrônicas.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o núcleo teria organizado ataques virtuais contra autoridades e instituições como parte de um plano mais amplo para questionar o resultado das eleições e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o grupo monitorava redes sociais e promovia campanhas de desinformação para alimentar a mobilização de apoiadores.

Crimes e penas

Os integrantes foram condenados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

As penas definidas pelo STF incluem:

  • Ângelo Martins Denicoli — 17 anos de prisão
  • Reginaldo Vieira de Abreu — 15 anos
  • Marcelo Araújo Bormevet — 15 anos
  • Giancarlo Gomes Rodrigues — 14 anos
  • Guilherme Marques de Almeida — 13 anos
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros — 13 anos
  • Carlos César Moretzsohn Rocha — 7 anos e 6 meses

As investigações também apontam que parte dos envolvidos teria utilizado estruturas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para ações ligadas à disseminação de conteúdos falsos e ataques virtuais.

O caso faz parte de uma série de processos conduzidos pelo STF sobre os atos antidemocráticos ocorridos entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, que culminaram nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília no 8 de janeiro de 2023.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Goiânia, GO
27°
Tempo nublado
Mín. 20° Máx. 30°
29° Sensação
1.46 km/h Vento
72% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h25 Nascer do sol
18h08 Pôr do sol
Quinta
27° 18°
Sexta
28° 19°
Sábado
30° 19°
Domingo
30° 19°
Segunda
29° 20°
Economia
Dólar
R$ 5,00 +0,13%
Euro
R$ 5,89 +0,19%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 392,279,77 -0,07%
Ibovespa
197,320,80 pts -0.67%
Enquete
...
...
Publicidade