
Imagens aéreas registradas nesta quarta-feira (13) mostram o Rio Tietê completamente coberto por uma grande camada de espuma branca na cidade de Salto, no interior paulista.
O fenômeno, que acontece de forma recorrente na região, voltou a chamar atenção pelo volume da espuma, considerada tóxica por especialistas e órgãos ambientais.
Vídeos gravados por drone mostram trechos inteiros do rio tomados pela espuma, que se espalha principalmente nas proximidades da queda d’água da cidade.
Segundo a prefeitura de Salto, a espuma é provocada pela carga de poluição despejada no Rio Tietê, principalmente na região metropolitana de São Paulo.
De acordo com a administração municipal, o despejo irregular de esgoto, resíduos industriais e matéria orgânica sem tratamento favorece a formação da espuma tóxica.
A prefeitura afirmou ainda que o problema só deixará de ocorrer quando houver redução significativa da poluição lançada no rio pelas cidades da Grande São Paulo.
Com maior volume de água e movimentação do rio, a matéria orgânica acumulada acaba gerando o fenômeno, especialmente em áreas de corredeiras e quedas d’água.
Especialistas alertam que a espuma pode conter resíduos químicos, detergentes, metais pesados e outros poluentes presentes no esgoto doméstico e industrial despejado no rio.
Por isso, o contato direto com a espuma não é recomendado.
O fenômeno ocorre há décadas em Salto, mas costuma ganhar maior intensidade em períodos de chuva e aumento da vazão do Rio Tietê.
Segundo a prefeitura, o cenário segue sendo monitorado pela CETESB e pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
As autoridades afirmam que participam de reuniões com comitês da bacia hidrográfica para discutir medidas de recuperação da qualidade da água.
Em nota, a administração municipal citou o programa estadual Integra Tietê, criado pelo Governo de São Paulo para desenvolver ações de curto, médio e longo prazo voltadas à despoluição do maior rio paulista.