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Operação de alto risco busca corpos de italianos mortos em caverna submarina nas Maldivas

Governo das Maldivas mobiliza barcos, mergulhadores e avalia pedir ajuda internacional após acidente considerado o pior da história do país

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
15/05/2026 às 14h37
Operação de alto risco busca corpos de italianos mortos em caverna submarina nas Maldivas
Foto: Reprodução

O governo das Maldivas iniciou nesta sexta-feira (15) uma grande operação de resgate para localizar os corpos de cinco mergulhadores italianos que morreram durante uma expedição em cavernas submarinas profundas no país.

Segundo autoridades italianas e maldivas, o grupo explorava uma caverna subaquática a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu quando desapareceu durante o mergulho realizado na quinta-feira (14).

As autoridades locais classificaram a missão de resgate como uma operação de “alto risco”.

Caverna é considerada extremamente perigosa

De acordo com o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, a profundidade e a complexidade da caverna dificultam o acesso até mesmo para equipes especializadas.

“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, afirmou.

O governo informou que barcos, aeronaves e equipes de mergulho foram mobilizados para as buscas e que existe a possibilidade de solicitação de ajuda internacional.

  • As condições climáticas na região seguem desfavoráveis. Segundo autoridades locais, havia alerta amarelo de mau tempo quando o grupo iniciou a expedição.

Nesta sexta-feira, equipes realizaram um primeiro mergulho técnico para avaliar as condições de acesso à caverna, mas o mar agitado e a baixa visibilidade podem atrasar a operação.

O embaixador da Itália nas Maldivas acompanha as buscas a bordo de uma das embarcações mobilizadas.

O governo italiano também informou que um especialista italiano em mergulho está auxiliando a Guarda Costeira das Maldivas.

Um corpo foi encontrado

Um dos mergulhadores foi localizado morto ainda na quinta-feira, mas os outros quatro continuam desaparecidos.

As autoridades acreditam que os corpos estejam presos justamente na área interna da caverna submarina.

Segundo o governo local, este já é considerado o pior acidente de mergulho da história das Maldivas.

Quem são as vítimas

As vítimas foram identificadas pela agência italiana Ansa como:

  • Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
  • Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica e filha de Monica;
  • Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
  • Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho de Pádua;
  • Federico Gualtieri, instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia.

O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que presta assistência consular às famílias das vítimas.

As Maldivas são consideradas um dos destinos mais procurados do mundo para mergulho recreativo e técnico.

O arquipélago possui mais de 1.100 ilhas espalhadas pelo Oceano Índico e atrai turistas por suas águas cristalinas, recifes de coral e cavernas submarinas profundas.

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