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Interpol monitorava Deolane na Itália antes da prisão

Influenciadora é investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
25/05/2026 às 15h16
Interpol monitorava Deolane na Itália antes da prisão
Foto: Reprodução

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi monitorada pela Interpol durante uma viagem à Itália antes de ser presa preventivamente em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo.

Segundo as investigações, Deolane passou mais de 20 dias em Roma, hospedada em uma região de luxo próxima à Piazza di Spagna, enquanto era acompanhada pelas autoridades brasileiras.

Ela acabou retornando ao Brasil um dia antes da operação policial e foi presa em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo.

  • A investigação da Operação Vérnix apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Segundo a polícia, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa” da organização criminosa, ajudando a movimentar e ocultar recursos.

A defesa nega qualquer envolvimento da influenciadora com o PCC ou com dinheiro de origem ilícita.

Relatórios apontam movimentações milionárias

De acordo com os investigadores, mais de R$ 13 milhões passaram pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022.

Outros R$ 14 milhões teriam circulado por empresas registradas em nome dela.

A polícia afirma que parte dessas movimentações seria incompatível com os rendimentos declarados oficialmente.

Empresas de fachada e ligação com família Camacho

As investigações também apontam que empresas ligadas à influenciadora teriam sido abertas em cidades próximas ao presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista.

Segundo a polícia, essas empresas dividiam endereço com outras firmas consideradas de fachada.

O inquérito ainda destaca a proximidade de Deolane com familiares de Marcola e com Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do grupo investigado.

A polícia afirma que transferências feitas por uma transportadora investigada chegaram a contas pessoais da influenciadora e de empresas ligadas a ela.

Defesa nega irregularidades

Os advogados de Deolane afirmam que ela não possui qualquer vínculo com organizações criminosas.

Segundo a defesa, os valores recebidos pela influenciadora são referentes a atividades legais, incluindo serviços prestados quando atuava como advogada criminalista.

A defesa também afirma que todas as movimentações financeiras possuem origem lícita e são declaradas oficialmente.

Operação é desdobramento de investigação iniciada em 2019

A Operação Vérnix é resultado de uma investigação iniciada após a apreensão de bilhetes em uma cela de Presidente Venceslau, atribuídos à cúpula do PCC.

As mensagens levaram os investigadores a uma transportadora suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Além de Deolane, outros familiares e pessoas ligadas ao grupo investigado também foram alvos de prisão e busca e apreensão.

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