
O Brasil apareceu de forma inusitada em uma nova peça de propaganda divulgada pelo governo iraniano nas redes sociais. Um vídeo produzido com inteligência artificial e compartilhado pela Embaixada do Irã na Tunísia mostra uma luta simbólica entre o Cristo Redentor e a Estátua da Liberdade.
Nas imagens, a Estátua da Liberdade se aproxima do monumento brasileiro e tenta golpeá-lo. O Cristo Redentor bloqueia o ataque, reage e derrota a representação americana, que acaba caindo do alto do morro e se desfazendo em pedaços.
A publicação foi acompanhada da frase: “Uma frente. Uma luta”.
A divulgação ocorre em meio ao agravamento das tensões entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, além de disputas diplomáticas envolvendo diversos países.
Nos últimos meses, autoridades iranianas passaram a utilizar com frequência conteúdos produzidos por inteligência artificial para divulgar mensagens políticas, fortalecer narrativas favoráveis ao governo e criticar adversários internacionais.
Vídeos com batalhas fictícias, animações e montagens têm sido compartilhados tanto pela mídia estatal iraniana quanto por representações diplomáticas do país em diferentes regiões do mundo.
A utilização do Cristo Redentor chamou atenção por inserir o Brasil em uma narrativa simbólica de confronto entre o Irã e os Estados Unidos.
A publicação ocorreu dias após novas tensões comerciais envolvendo o governo americano e parceiros internacionais, incluindo discussões sobre tarifas e relações econômicas.
Apesar da utilização do monumento brasileiro, o vídeo não faz referência direta ao governo brasileiro nem anuncia qualquer posicionamento oficial do Brasil no conflito.
O avanço da inteligência artificial tem ampliado o uso de conteúdos sintéticos em campanhas políticas e de propaganda internacional.
Especialistas alertam que vídeos produzidos com IA podem ser utilizados para influenciar a opinião pública, reforçar discursos ideológicos e ampliar o alcance de mensagens governamentais, especialmente em períodos de conflito ou crise diplomática.
No caso do vídeo divulgado pelo Irã, as imagens possuem caráter claramente simbólico e não representam acontecimentos reais, mas refletem a crescente utilização da tecnologia como ferramenta de comunicação estratégica entre governos.