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Lula se reúne com Macron no G7 e busca encontro com Trump

Presidente brasileiro se reuniu com Emmanuel Macron e outros líderes para discutir comércio, conflitos internacionais e cooperação estratégica

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
15/06/2026 às 18h09
Lula se reúne com Macron no G7 e busca encontro com Trump
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma série de reuniões bilaterais durante a cúpula do G7, realizada na França, com o objetivo de fortalecer relações diplomáticas, ampliar negociações comerciais e discutir temas da conjuntura internacional, como os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

Convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron para participar do encontro das maiores economias desenvolvidas do mundo, Lula aproveita a agenda para reforçar a presença do Brasil em debates globais e defender pautas ligadas ao desenvolvimento sustentável, ao multilateralismo e à cooperação internacional.

Além dos compromissos já realizados, o governo brasileiro trabalha nos bastidores para viabilizar um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, porém, não há reunião oficialmente confirmada entre os dois líderes.

  • A principal reunião desta segunda-feira (15) foi com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula.

O encontro aconteceu em Évian-les-Bains e durou cerca de 40 minutos. Após a reunião, Lula agradeceu publicamente o convite para participar do evento e destacou o papel do Brasil nas discussões internacionais.

“O Brasil retorna a este importante espaço de diálogo levando a voz do Sul Global e reafirmando seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo”, afirmou o presidente nas redes sociais.

Apesar da proximidade política entre os dois líderes em temas como meio ambiente, mudanças climáticas e defesa das instituições multilaterais, ainda existem divergências importantes.

Uma das principais é a posição francesa em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia. Macron tem demonstrado resistência ao tratado sob o argumento de que ele não oferece garantias suficientes para proteger produtores rurais franceses.

Outro tema sensível é a decisão da União Europeia de restringir a entrada de carne bovina brasileira, medida que deve entrar em vigor nos próximos meses e que o governo brasileiro tenta reverter.

Cooperação em defesa e tecnologia

Durante a conversa, Lula e Macron também discutiram a ampliação da cooperação entre os dois países na área de defesa.

Segundo o Palácio do Planalto, os presidentes reafirmaram o compromisso com o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), uma das principais parcerias estratégicas entre Brasil e França.

Os dois líderes também debateram iniciativas voltadas à integração entre a Guiana Francesa e o estado do Amapá, além de possíveis avanços na área tecnológica.

De acordo com o governo brasileiro, Macron manifestou interesse em colaborar com o Brasil em projetos ligados à aquisição de supercomputadores, iniciativa considerada estratégica para fortalecer a soberania digital do país.

  • Lula também se reuniu com o presidente da Suíça, Guy Parmelin.

No encontro, os dois governos defenderam o fortalecimento das relações comerciais e a ampliação das exportações entre os países. A pauta incluiu ainda discussões sobre transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa.

Os líderes também demonstraram apoio ao avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Agenda segue até o dia 17

A programação do presidente brasileiro inclui ainda encontros com representantes da Interpol e líderes de países como Egito, Japão, Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido.

A agenda pode sofrer alterações conforme a disponibilidade das delegações participantes da cúpula.

O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido e tem como foco principal as discussões sobre economia global, segurança internacional, fornecimento de minerais estratégicos e os conflitos em andamento no cenário internacional.

Nos discursos previstos para os próximos dias, Lula deve defender o fortalecimento da cooperação internacional e criticar medidas consideradas protecionistas ou unilaterais adotadas por algumas potências econômicas, sem citar diretamente os Estados Unidos.

A participação brasileira no encontro se encerra no próximo dia 17 de junho.

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