
Uma colisão entre dois trens de alta velocidade deixou pelo menos 68 mortos e dezenas de feridos na Espanha, na manhã desta quarta-feira (28). O acidente ocorreu por volta das 8h53, no horário local, na província de Toledo, na região de Castilla-La Mancha. O número de vítimas foi confirmado pelo governo regional, enquanto equipes de emergência continuam trabalhando no local.
Os trens envolvidos pertencem às empresas Renfe, operadora ferroviária nacional espanhola, e Iryo, companhia privada de transporte de passageiros. As duas composições faziam o trajeto entre Madri e Sevilha.
Segundo a porta-voz do governo regional, Esther Padilla, havia 544 passageiros nos dois trens, incluindo um bebê. A composição da Iryo transportava 147 pessoas, enquanto o trem AVE, operado pela Renfe, levava 397 passageiros.
De acordo com as informações preliminares dos serviços de emergência, o acidente aconteceu no quilômetro 118 da linha ferroviária de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia, nas proximidades das cidades de Los Yébenes e Urda.
Um trem AVE atingiu a traseira de uma composição da Iryo que estava parada ou trafegava em baixa velocidade.
Com a força da colisão, vários vagões saíram dos trilhos, e parte das composições caiu por um barranco próximo à ferrovia.
Imagens divulgadas pela imprensa espanhola mostram vagões danificados e equipes de resgate trabalhando entre os destroços.
Segundo informações do governo regional, ao menos 44 vítimas fatais estavam no trem da Iryo e outras 24 no AVE. O balanço ainda poderá ser atualizado.
O serviço de emergência 112 de Castilla-La Mancha recebeu o alerta sobre a colisão ainda antes das 9h da manhã.
Bombeiros, equipes médicas, policiais e militares foram mobilizados para atender os passageiros e realizar o resgate das vítimas.
Uma unidade militar especializada em emergências também foi enviada à região, e um posto de comando avançado foi instalado próximo ao local do acidente para coordenar as operações.
Na cidade de Urda, a Cruz Vermelha montou uma estrutura de acolhimento para prestar assistência a passageiros e familiares, com distribuição de alimentos e outros suprimentos.
O governo regional também pediu doações de sangue para reforçar o atendimento às vítimas.
Após o acidente, a Adif, empresa responsável pela infraestrutura ferroviária espanhola, suspendeu a circulação na linha de alta velocidade que liga Madri à Andaluzia.
A medida afeta o transporte ferroviário entre a capital espanhola e cidades do sul do país.
A Renfe informou que ativou seu plano de assistência às vítimas e familiares e disponibilizou um canal de atendimento para pessoas afetadas pelo acidente.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que acompanha a situação e mantém contato com o ministro dos Transportes, Óscar Puente, e com o presidente regional de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page.
As autoridades espanholas ainda investigam o que provocou o acidente.
Segundo informações preliminares divulgadas pela imprensa local, uma falha no sistema de segurança ferroviária teria ocorrido pouco antes da colisão.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que as circunstâncias do acidente precisam ser esclarecidas e classificou a ocorrência como incomum.
A possibilidade de erro na autorização para a retomada da circulação dos trens está entre as hipóteses examinadas, mas a causa definitiva da colisão ainda não foi estabelecida.
O acidente é um dos mais graves registrados no sistema ferroviário espanhol nos últimos anos.
As autoridades continuam trabalhando na identificação das vítimas, no atendimento aos feridos e na apuração das circunstâncias da tragédia.