
A CPI do Crime Organizado do Senado deve analisar nesta quarta-feira (25) requerimentos que pedem convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para esclarecimentos sobre possíveis ligações com o Banco Master.
A pauta inclui ainda pedidos de convocação – com comparecimento obrigatório – de executivos da instituição, entre eles Daniel Vorcaro, dono do banco, Augusto Ferreira Lima (Guga Lima) e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva.
Entre os requerimentos estão pedidos envolvendo a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, por contrato milionário firmado entre o Master e o escritório dela.
No caso de Toffoli, parlamentares miram seus irmãos, José Eugênio e José Carlos, além do primo Mario Umberto Degani. Eles eram ligados ao resort Tayayá, posteriormente vendido ao Fundo Arllen, associado a Vorcaro.
O desgaste provocado por essas conexões levou à saída de Toffoli da relatoria do caso no STF. O novo relator é o ministro André Mendonça.
A CPI também deve votar convite ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo. O BC decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro.
Senadores querem esclarecimentos sobre reunião realizada em dezembro de 2024 entre Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da qual também participaram Rui Costa e Guido Mantega.
Além das votações de requerimentos, está previsto o depoimento do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Ele foi preso sob acusação de ligação com o Comando Vermelho.
A CPI pretende avançar na apuração de possíveis conexões entre o sistema financeiro, agentes públicos e o crime organizado no âmbito do caso Master.