
A retomada dos trabalhos na Câmara Municipal de Goiânia, nesta quarta-feira (25), foi marcada por protestos de médicos da rede municipal de saúde. O principal alvo das manifestações era o prefeito Sandro Mabel, que não compareceu à sessão de abertura.
Com cartazes e gritos de “Fora Mabel”, os profissionais lotaram as galerias do plenário. Um manifestante levou uma rosquinha de pelúcia, em referência ao prefeito.
A ausência do chefe do Executivo chamou atenção diante da mobilização. Segundo a assessoria, Mabel cumpria agenda na Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e pretendia participar da sessão, mas houve desencontro de horários.
A vice-prefeita Coronel Cláudia esteve no início da sessão, mas também deixou o plenário alegando compromisso na Sudeco.

Os protestos ocorrem em meio ao impasse envolvendo o Edital 003/2025, que prevê redução de até 36% no valor da hora médica.
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás suspendeu recentemente a rescisão de centenas de contratos antigos, impedindo que a prefeitura obrigasse profissionais a aderirem às novas condições.
Além disso, maternidades municipais seguem operando com contratos emergenciais com Organizações Sociais. Apesar de a gestão afirmar que os repasses estão em dia, médicos relatam sobrecarga e atrasos pontuais, enquanto a prefeitura conduz processo para definir a gestão das unidades pelos próximos cinco anos.
A tensão marca o início do semestre legislativo na capital e coloca a saúde pública no centro do debate político em Goiânia.